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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Parábolas

A Ovelha Perdida

Os fariseus e escribas que vinham ouvir Jesus ficaram horrorizados com o tipo de pessoas que se encontravam entre a multidão, ao pé deles. Eram pessoas que eles achavam que não obedeciam às leis que eles tanto se esforçavam por cumprir. Para os fariseus, estas pessoas não mereciam misturar-se com eles, e diziam que Jesus deveria também ter cuidado e evitar conviver com elas.
- Disseram-me que Ele até come com eles – exclamou um fariseu, muito escandalizado.
- Se ele se misturar com tal gente, é porque não é enviado por Deus – comentou um outro.
- Deus não tem nada a ver com pecadores como estes – concordou o outro.
Jesus ouviu esta conversa. Voltou-se e fitou-os, pois eles estavam um pouco à parte.
- Imaginai – disse-lhes – que um de vós possui um rebanho com 100 ovelhas. À noite, de regresso a casa, conta-as e descobre que falta uma delas. O que fará? Ir-se-á deitar ao lado das outras 99, sem se importar com aquela que ficou perdida? É claro que não! Não descansará enquanto não encontrar essa ovelha, e percorrerá todo o local por onde andou nesse dia, toda a escarpa, todo o arbusto, até finalmente ouvir o balido da ovelha perdida. Todo o cansaço da busca será esquecido com a alegria daquele encontro. Pegará na ovelha, colocá-la-á às costas e regressará a casa, feliz. Aí chamará os seus amigos e os outros pastores para com ele se alegrarem por ter encontrado a sua ovelha.
            É assim que Deus faz com os homens. Há mais alegria no céu por um pecador que andava perdido e se volta para Deus do que por 99 pessoas que se julgam boas e nunca se modificam.



A Moeda Desaparecida

Antes mesmo que os fariseus, furiosos, tivessem tempo de reagir, Jesus começou a contar uma outra história:
- Uma dona de casa tem só dez moedas. È esse todo o dinheiro que possui. Um dia, descobre que perdeu uma delas. Em vez de encolher os ombros e fazer com que as outras nove lhe cheguem, decide procurar por toda a casa. Depois de com uma lâmpada ter rebuscado todos os cantos, resolve-se a varrer, na esperança de ver a moeda a brilhar no chão.
E assim acontece. De repente, vê um objecto brilhante à frente da vassoura. Finalmente encontrara a moeda desaparecida! Fica tão contente que convida os amigos e vizinhos para partilharem com ela aquela alegria.
Deus também fica assim contente, por cada pecador que volta para Ele, e vive toda esta alegria com os seus anjos.

Fonte: BATCHELOR, Mary, 365 Histórias da Bíblia, Edições verbo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Contos Angolanos



A Sexa e o Bâmbi*

Amigo Sexa**, em testemunho de amizade, convidou o compadre Bâmbi** a um passeio a sua terra. Dias depois, amigo Bâmbi, para experimentar a cordialidade de amigo Sexa, confidencia-lhe:
- Sabes? Gosto muito da tua irmã!
- Se gostas dela, espera, que eu te preparo as conversas.
Amigo Sexa transmitiu a revelação à família. A rapariga anuiu. E amigo Bâmbi passou a namorá-la.
Mais uns dias volvidos, amigo Sexa anunciou ao amigo a abalada, tinha de retomar o serviço. Amigo Bâmbi, para provar novamente a estima a casa, finge-se doente. O amigo adia a partida.
Amigo Bâmbi continua sem se levantar. Consultam-se quimbandas. Mas todos declaram que aquilo não era doença, antes um fingimento.
- É compadre, tu afinal não tens nada! Vamo-nos embora! – Roga-lhe amigo Sexa.
Amigo Bâmbi suspira:
- Estou envergonhado compadre!
Daí a dias, fazia-se morto. Amigo Sexa prepara-se para arranjar uma tipóia – esteira atada a um pau – para o enterrar. Antes de sair ainda lhe diz ao ouvido:
- É compadre, vamos enterrar-te! Por que não te levantas?
- Auâ! Enterrem-me já! Estou envergonhado!
- Mas estás envergonhado de quê? Não roubaste, não puseste crime, não deves a ninguém…
- Deixa-me só, compadre! Estou envergonhado!
O corpo é deposto na tipóia. Já na altura do enterramento, o amigo Sexa introduz-se na cova para incomodar o amigo.
- Compadre, vamos mesmo enterrar-te! Não está a ouvir que já te pusemos na cova? – Murmura-lhe pela derradeira vez.
- Já disse: enterrem-me! Estou envergonhado!
- Mas vergonha de quê? Não roubaste, não puseste crime, não deves a ninguém… Vamos só, aqui não há parvoíce! Levanta-te, morres mesmo!
- Exi! Fico mesmo! Estou envergonhado!
Perante tal obstinação, amigo Sexa sacode o companheiro. Mas nada! Para o demover, pede aos assistentes que o enterrem também.
A família opõe-se. Eh! eh! eh! Estava ele porventura doido ou bêbado para querer enterrar-se vivo? Saísse do buraco, deixasse o outro, que já tinha morrido!
E amigo Bâmbi, pela sua vergonha, acabou por ser enterrado.
(Conto narrado por Virgínia Francisco dos Santos, uma septuagenária do Dondo)
** Sexa: cabra selvagem de pequeno porte que abunda sobretudo nas matas do Norte do país; corsa.
** Bâmbi: cabra selvagem que prolifera por todo o país: cabrito do mato.
*Óscar Ribas**(contista, ficcionista e etnólogo angolano (Ago/1909-Jun/2004); conto retirado no livro “Misoso”, 1º volume)

Fonte:http://malambas.blogspot.com/(16/01/2011-7.30h)
O Coelho e o Macaco
Amigo Macaco procurou o amigo Coelho e disse-lhe:
– Vavó Leoa teve filhos! Como ela só está bem a matar vamo-nos oferecer para lhe criar os filhos. Depois matamo-los à fome, e a ela também.
Amigo Coelho achou bem. Mas quando se apresentaram a avó Leoa quis matá-los.
Aiii, vavó, não nos coma só, somos crianças, a nossa carne não chega para te acabar a fome!
Se queres, vamos-te buscar os maiores, como vavô Pacaça, tio Javali e outros… Suplicaram ambos.
Avó Leoa aquiesceu.
– E vavó, para eles virem, tens de te fingir morta, envolvida em capim. Alvitrou amigo Macaco.
Os dois, colocando-se à porta de casa, começaram a tocar uma goma, cantando:
Morreu vavó Leoa,
Livres ficámos!
Morreu vavó Leoa,
Livres ficámos!
A bicharada, ouvindo tal cantiga, tão satisfeita ficou, que até se pôs a dançar dentro do quarto. Hela! Vavó Leoa morta! Até parecia mentira! E todos, em redor do monte de capim, dançavam, dançavam, dançavam.
Amigo Coelho e amigo Macaco, já a batucada ia rija, saem e fecham a porta. Avó Leoa salta do capim, e nhão-nhão-nhão – mata aqui, mata ali, mata a todos eles. Não satisfeita com o morticínio, vai ter com o amigo Coelho e amigo Macaco, igualmente para os matar.
– Ai, vavó, não nos mates só, a gente vai-te buscar lenha para assares esta carne toda! Aiii, não queres? – Propõe amigo Macaco.
Avó Leoa concordou. E os dois foram ao mato. Mas avô Quitassele quis comê-los.
– Ai vavô não nos mates só, espera que te trazemos um grandalhão como tu. Somos crianças, não temos carne para ti. – Rogou o amigo Macaco.
A serpente anuiu.
– Vavó, estávamos para ser comidos por vavô Quitassele. O melhor é ires connosco.
– Informou amigo Macaco.
Avó Leoa foi. Ao chegarem, amigo Macaco avisa avô Quitassele:
– O grandalhão como tu já cá está.
Avô Quitassele sai do esconderijo e mata avó Leoa.
– Vavô em casa tem muita carne. Vamos prepará-la. – Convida amigo Macaco.
Os três vão para casa. Mas amigo Coelho e amigo Macaco carretam lenha.
– Vavô agora é preciso fogo. Vamos nas lavras. – Alvitra amigo Macaco.
As pessoas, vendo a cobra, deitaram a fugir:
– Cobra! Cobra!
Aproveitando a fuga, amigo Macaco aconselha:
– Vavô, acenda já.
A serpente que trazia capim na cauda e cabeça, virou primeiro uma parte, depois a outra. E avô Quitassele morreu queimado.
*Óscar Ribas*
*(escritor e etnólogo angolano (1909-2004); conto retirado do Afroletras, nº. 3, Fev. 2000)
Fonte:http://malambas.blogspot.com/ (16/01/2011- 8.54h)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Contos de Fadas


Os Três Cabelos de Ouro do Diabo

        Era uma vez uma pobre mulher que deu à luz um rapazinho. E como este riu na barriga da mãe, previam que aos catorze anos casaria com a filha do rei. Ora aconteceu que pouco tempo depois o rei foi até à aldeia. Mas ninguém sabia quem ele era e, quando perguntou às pessoas que novidades havia, responderam-lhe: «Num destes dias nasceu uma criança que chorou na barriga da mãe. Tudo quanto uma criança destas tenta, alcança… e previram que aos catorze anos casará com a filha do rei.»
        O rei tinha um mau coração e a profecia encheu-o de raiva. Foi procurar os pais da criança e, com um ar amável, disse:
        - Pobre gente, confiem-me o vosso filho que eu me encarregarei dele.
        Começaram por recusar, mas como o estranho lhes oferecia uma grande quantia, disseram para si:
        - É filho da sorte, isto só pode ser bom para ele.
        E acabaram por aceitar, dando-lhe a criança.
        O rei pô-lo numa caixa e cavalgou até à borda dum rio profundo. Então, lançou a caixa à água, dizendo:
         Libertei a minha filha deste pretendente inesperado.
        Mas a caixa não foi ao fundo, vogou como um barquinho e nem uma gota de água lhe entrou dentro. E assim foi navegando até duas léguas da capital do reino, onde havia um moinho em cuja represa ficou retida.
        Um jovem moleiro, que felizmente lá se encontrava, viu-a e puxou-a com a ajuda de um arpão, pensando que ia encontrar grandes tesouros; mas, quando a abriu, só viu um belo pimpolho, fresco e bem-disposto. Levou-o aos donos do moinho e, como estes não tinham filhos, alegraram-se e disseram:
        - Foi Deus que o enviou.
        E tomaram muito bem conta da criança, que cresceu cheia de todas as virtudes.
        Ora aconteceu que, num dia de tempestade, o rei entrou no moinho e perguntou aos moleiros se aquele rapagão era filho deles.
        - Não – responderam-lhe – Foi uma criança encontrada há catorze anos; veio numa caixa até à nossa represa e o nosso aprendiz tirou-a da água.
        O rei percebeu logo que só podia ser a criança que tinha rido na barriga da mãe e que tinha lançado ao rio.
        - Boa gente – disse. – Este jovem não poderá levar uma carta à rainha? Dar-lhe-ei duas peças de ouro pelo seu trabalho.
        - Às vossas ordens, senhor – responderam-lhe.
        E disseram ao rapaz para se aprontar. Então, o rei escreveu um bilhete à rainha em que lhe dizia:
        - Assim que o portador desta carta chegar, deve ser morto e enterrado, e tudo isto antes do meu regresso.
        O rapaz pôs-se a caminho com a carta, mas perdeu-se e chegou à noite a uma grande floresta. Na escuridão, viu uma luzinha, dirigiu-se para ela e chegou a uma pequena choupana. Quando entrou, estava uma velha sentada, sozinha, ao pé do lume. Quando o viu, assustou-se e perguntou-lhe:
        - Donde vens e para onde vais?
        - Venho do moinho – respondeu-lhe – e vou levar uma carta à rainha. Mas, como me perdi no bosque, queria muito passar a noite aqui.
        - Pobre criança! Caíste num covil de ladroes, que te matam quando voltarem.
        - Venha quem quiser – disse o rapaz – que não tenho medo; mas agora estou tão cansado que não posso ir mais longe.
        Estendeu-se sobre um banco e adormeceu. Pouco depois, chegaram os salteadores e perguntaram, zangados, quem era aquele estranho.
        - Ah! – disse a velha. – É uma criança inocente que se perdeu na floresta e recolhi por piedade. Tem de levar uma carta à rainha.
        Os ladrões descobriram a carta, levaram-na e viram que o rapaz seria morto assim que chegasse. Então, aqueles salteadores de coração endurecido encheram-se de pena e o chefe rasgou a carta e escreveu uma outra em que dizia que, assim que chegasse, o jovem deveria casar com a filha do rei. Depois, deixaram-no dormir tranquilo no banco até à manhã seguinte e, quando acordou, deram-lhe a carta e ensinaram-lhe o caminho certo. Quando a rainha recebeu e leu o bilhete, fez o que lhe mandavam: ordenou que preparassem uma grande festa e a filha do rei casou com o rapaz que tinha chorado na barriga da mãe.
        Algum tempo depois, o rei votou ao castelo e viu que a previsão se tinha cumprido e que o protegido da sua sorte tinha casado com a filha.
        - Como é que isto aconteceu? – perguntou. – A ordem que eu dava na minha carta era completamente diferente.
        Então a rainha estendeu-lhe o bilhete e disse-lhe para ler o que lá estava escrito. O rei leu-o, compreendeu que tinha havido uma troca e perguntou ao rapaz o que tinha feito da carta que lhe confiara e porque tinha entregue outra em seu lugar.
        - Não sei de nada – respondeu-lhe. – Deve ter sido trocada durante a noite que passei no bosque.
        No auge da cólera, o rei disse:
        - Isto não fica assim; aquele que quiser ter a minha filha tem que ir ao inferno e trazer três cabelos de ouro da cabeça do diabo. Se o fizeres, poderás ficar com ela.
        Com isto, o rei esperava desembaraçar-se dele para sempre, mas o rapaz que chorou na barriga da mãe respondeu-lhe:
        -Caro que irei buscar os três cabelos de ouro. Não tenho medo do diabo.
        Despediu-se e meteu-se a caminho. Passou às portas duma grande cidade e o guarda perguntou-lhe qual era o seu ofício e do que sabia.
        - Sei tudo – respondeu o protegido da sorte.
        - Nesse caso – disse o guarda – podes prestar-nos um grande serviço, dizendo porque é que a fonte do nosso mercado, donde jorrava sempre vinho, secou e nem água dá.
        O rapaz respondeu:
        - Haveis de o saber. Esperai só até ao meu regresso.
        Continuou o seu caminho e chegou às portas de uma outra cidade e mais uma vez o guarda lhe perguntou que oficio tinha e do que sabia.
        - Sei tudo – respondeu-lhe.
        - Então podes prestar-nos um grande serviço, explicando porque é que na árvore da nossa cidade, que costumava dar maças de ouro, nem folhas nascem.
        - Vós o sabereis – respondeu-lhe. – Esperem só pelo meu regresso.
        Continuou o seu caminho e chegou à beira de um grande rio que precisava de atravessar. O barqueiro perguntou-lhe que oficio era o dele e do que sabia.
        - Sei tudo – respondeu-lhe.
        - Nesse caso podias fazer-me um favor, explicando porque é que tenho de passar a minha vida a remar, sem descanso, de uma margem para a outra.
        - Vais saber – respondeu-lhe. – Espera só pelo meu regresso.
        Quando passou o rio, chegou às portas do inferno. Lá dentro era tudo negro e cheio de fuligem; o diabo não estava em casa, mas estava a avó, sentada num grande sofá.
        - Que é que tu queres? – perguntou-lhe, mas não tinha nada ar de malvada.
        - Queria três cabelos de ouro do diabo, sem eles, não poderei continuar com a minha mulher.
        - Isso é pedir muito – disse-lhe ela. – Se o diabo quando voltar te encontra, arriscas a pele. Mas enterneceste-me e vou ajudar-te.
        Transformou-o numa formiga e disse-lhe:
        - Mete-te nas pregas da minha saia que aí ficas seguro.
        - Está bem, mas ainda queria saber três coisas: porque é que uma fonte donde sempre jorrava vinho secou e nem água dá, porque é que uma árvore que costumava dar maças de ouro agora nem folhas tem e porque é que um barqueiro tem de andar num corrupio duma margem para a outra sem nunca ser substituído.
        - São três perguntas difíceis – disse-lhe ela – mas fica calado e toma atenção ao que o diabo disser quando lhe arrancar os três cabelos de ouro.
        À tardinha, o diabo chegou a casa. Mal entrou percebeu logo que havia qualquer coisa no ar.
        - Cheira-me, cheira-me a carne humana, disse, há por aí qualquer coisa escondida! Andou à procura por todos os cantos, mas não encontrou nada. A avó pregou-lhe um ralhete:
        - Ainda mal acabei de varrer e já me viraste tudo do avesso; também andas sempre com o cheiro da carne humana metido no nariz! Senta-te e janta!
        Depois de comer e beber, sentiu-se cansado, deitou a cabeça nos joelhos da avó e pediu-lhe para o catar um bocadinho. Daí a nada tinha adormecido, soprava e roncava. Então a velha agarrou num cabelo de ouro, arrancou-o e pô-lo junto dela.
        - Ai! – gritou o diabo. – O que é que te deu?
        - Tive um pesadelo – respondeu-lhe a avó – por isso é que te puxei pelos cabelos.
        - O que é que tu sonhas-te? – perguntou-lhe o diabo.
        - Sonhei que uma fonte de onde costumava jorrar vinho tinha secado e que agora nem água dá; porque é que terá sido?
        - Eh, se eles soubessem! – respondeu-lhe o diabo. – Há um sapo debaixo de uma pedra da fonte e, assim que o matarem o vinho recomeçará a correr.
        A avó voltou a catá-lo até que ele voltou a adormecer e ressonava com tanta força que até os vidros estremeciam. Então, arrancou-lhe o segundo cabelo:
        - Oh! Que é que estás a fazer? – gritou o diabo zangado.
        - Não te zangues, foi enquanto sonhava.
        - Que é que sonhas-te agora? – perguntou-lhe.
        - Sonhei que num reino havia uma árvore de fruta que costumava dar maças de ouro, mas agora nem folhas tem. Qual será a razão?
        - Eh, se eles soubessem! – respondeu o diabo. – É um rato que lhe está a roer a raiz. Se o matarem, a árvore dava maças de ouro de novo. Mas se continuar a roê-la por muito mais tempo, a árvores secará por completo. Agora deixa-me em paz com os teus sonhos; se me tornas a incomodar, levas um sopapo.
        A avó acalmou-o e pôs-se a cata-lo de novo até que ele tornou a adormecer e começou outra vez a roncar. Então ela agarrou no terceiro cabelo de ouro e arrancou-lho. O diabo deu um salto, começou a gritar e preparava-se para a fazer passar um mau bocado, quando ela mais uma vez o acalmou dizendo-lhe:
        - Quem é que tem culpa de ter maus sonhos?
        - Então o que é que sonhas-te? – perguntou-lhe ele curioso, apesar de tudo.
        - Sonhei com um barqueiro que se lamentava de ser forçado a andar num corrupio de uma margem para a outra sem nunca ser substituído. Porque será?
        - Eh que imbecil! Quando lá chegar alguém e lhe pedir para o transportar, só tem que lhe pôr os remos na mão e pronto: fica o outro a transportar as pessoas e ele ficará livre.
        Como a avó já arrancara os três cabelos de ouro e as três perguntas tinham tido resposta, deixou o velho dragão repousar e ele dormiu até ao romper da manhã.
        Assim que o diabo saiu, a velha tirou a formiga da prega da saia e deu de novo a forma humana ao filho da sorte.
        - Toma os três cabelos de ouro – disse-lhe – e quanto às respostas do diabo às três perguntas com certeza que as ouviste.
        - Sim – disse-lhe. – Ouvi-as e não vou esquece-las.
        - Vá, agora que já estas livre de apuros, podes meter os pés ao caminho.
        Agradeceu à velha e deixou o inferno, contente por tudo lhe ter corrido tão bem. Quando chegou ao pé do barqueiro tinha que lhe dar a resposta prometida.
        - Leva-me primeiro para a outra margem – disse o jovem. – Depois eu dir-te-ei como poderás livrar-te.
        E, assim que chegou à outra margem, deu-lhe o conselho do diabo.
        - Quando alguém te pedir para o atravessares, só tens que lhe pôr os remos nas mãos.
        Continuou o seu caminho e chegou à cidade da árvore estéril e o guarda também quis saber a resposta. Então, repetiu-lhe o que tinha ouvido dizer o diabo.
        - Matem o rato que lhe rói a raiz e ela dará de novo maças de ouro.
        O guarda agradeceu e deu-lhe como recompensa dois burros carregados de ouro. Finalmente, chegou à cidade da fonte que tinha secado. E aí repetiu ao guarda o que o diabo tinha dito.
        - Há um sapo debaixo de uma pedra da fonte; procurem-no e metem-no que de novo terão vinho em abundância.
        O guarda agradeceu e deu-lhe também dois burros carregados de ouro.
        E o filho da fortuna chegou a casa, ao pé da mulher, que se alegrou de todo o coração ao vê-lo e ao saber como tinha conseguido triunfar. O jovem levou ao rei os três cabelos de ouro do diabo que lhe tinha pedido e, quando o rei viu os quatro burros carregados de ouro ficou todo contente e disse:
        - Agora que todas as condições estão satisfeitas, podes ficar com a minha filha. Mas diz-me, meu querido genro, de onde trazes todo esse ouro? É de facto um grande tesouro!
        - Atravessei um rio – respondeu-lhe. – Foi lá que o apanhei, está na margem como se fosse areia.
        - Será que também lá posso ir buscar algum? – perguntou o rei completamente seduzido.
        - Tanto quanto quiserdes; há um barqueiro no rio, fazei com que ele vos atravesse para a outra margem e aí podereis encher os vossos sacos.
        O rei, ganancioso, partiu a toda a velocidade e quando chegou à borda da água fez sinal ao barqueiro para o atravessar. O barqueiro aproximou-se, disse-lhe para entrar no barco e quando chegaram à outra margem pôs-lhe os remos nas mãos e saltou para terra. E daí em diante o rei ficou barqueiro para castigo dos seus pecados.
        E ainda lá estará? – Pois não!? Se nunca apareceu ninguém que lhe agarrasse nos remos…
Fonte: GRIMM, Jacob e Wilhelm, Contos de Grimm, 2007, Lisboa, Relógio D’Água.

Contos Espanhois

Brazo, brazo, dónde estás

En una casa del pueblo vivía una muchacha con su padre y la madrastra.
Su mamá había muerto cuando ella era muy pequeña. Tan sólo la conocía por un cuadro que guardaba sobre el armario de su cuarto. Cuando estaba muy triste o le pegaba la madrastra, se encerraba allí, lloraba mirando a su mamá y conversaba con ella hasta que se dormía.
La niña era muy buena y obediente pero la madrastra no podía ni verla. Por cualquier cosa le reñía, le daba golpes en la cabeza y a veces llegaba a arañarla. Siempre andaba muy mal vestida y despeinada
La víspera de San José, la madrastra hizo buñuelos. La niña hizo muchos viajes a la tienda para traer aceite, harina, huevos, azúcar y tantas cosas que hacen falta Siempre obedecía de buena gana, pero esta vez iba y venía volando porque le gustaban mucho los buñuelos. La madrastra, que era muy mala, una vez que tuvo todo lo necesario, dijo a la niña:
—¡Ojo con probar ni uno solo de los buñuelos! Si te pillo comiendo uno aunque no sea más que uno, te corto la mano.
La niña se asustó. Se fue a su cuarto y se echó sobre la cama.
Pero no conseguía dormir. Hasta allí llegaba el olor de los buñuelos. ¡Qué ricos estaban! ¡Si pudiera probar uno siquiera!
Se levantó y se acercó a la cocina. Sobre la mesa grande había una fuente de buñuelos, calenticos, tostadicos, con una fina capa de azúcar sobre la tierna corteza. ¡Quién pudiera probarlos! — pensaba. La boca se le hacía agua. No podía resistir la tentación.
En un descuido de la madrastra, agarró un puñado de buñuelos con tan mala suerte que algunos se le cayeron al suelo. El ruido delató a la pobre niña y la madrastra se lanzó sobre ella como una furia.
—¿Con que robando buñuelos, eh? ¿No dije que te cortaría la mano si te veía comer uno?
Y dicho y hecho. Con el cuchillo grande de la cocina, de un tajo, le cortó la mano. La pobre niña dio un grito terrible. Pero nadie en el pueblo se enteró porque la casa era muy grande.
—Y ahora —rugió la madrastra — te lo vas a comer entero, si tanta hambre tienes. ¡Ahora mismo, he dicho! Y no me engañes, que te conozco, bruja más que bruja.
La niña estaba pálida de dolor y de miedo.
Tomó el brazo y lo escondió bajo la ropa de la cómoda de su cuarto. Volvió a la cocina donde la madrastra estaba haciendo los buñuelos como si tal cosa.
—¿Ya te lo comiste? —preguntó la madrastra.
—Sí —respondió la niña.
—Vamos a ver. Brazo, brazo, dónde estás. Brazo, brazo, dónde estás...
La madrastra recorrió todas las habitaciones de la casa buscando dónde lo habría escondido.
—Brazo, brazo, dónde estás... Brazo, brazo, dónde estás...
—En la cómoda estoy... en la cómoda estoy —se oyó una voz cuando entraron en la habitación de la niña.
La madrastra agarró el brazo y se lo dio a la niña.
—O te lo comes o te mato —rugió de nuevo con el cuchillo en la mano.
La niña, con su brazo en la mano, pensó dónde lo escondería para que la madrastra no lo hallase. Se le ocurrió en lo alto de una de las maderas del granero.
Pero hasta allá llegó la madrastra.
—Brazo, brazo, dónde estás... Brazo, brazo, dónde estás...
—En la bóveda estoy... en la bóveda estoy...
Roja de rabia, la madrastra se lo arrojó a la cara y le dijo que, si al terminar de freír los buñuelos no se lo había comido, la mataría sin remedio.
La pobre niña ya no sabía qué hacer. Cerró los ojos y se lo fue comiendo poco a poco. Sentía unas náuseas horribles, se sentía morir. Luego se dirigió a la cocina.
—¿Te lo comiste o no te lo comiste? —preguntó la madrastra.
—Sí, madrastra —respondio la niña, a punto de desmayarse.
—A ver, brazo, brazo., dónde estás...
—En la tripa estoy... en la tripa estoy...
—Bien. Así se castiga a las chicas desobedientes ¡A la cama!
La niña se fue a la cama y se durmió.
A la mañana siguiente, al ver que no se levantaba, la madrastra fue a su cuarto. Estaba muerta. Seguramente murió envenenada, o que Dios la castigó por comerse su propio brazo.
Y colorín colorao este cuento se ha (a) cabao.


Fonte:http://guindo.pntic.mec.es/~rszczybe/codes/num9.html (10/01/2011, 9.50h)


La Mata de Albahaca

Era una mujer que tenía tres hijas. Y tenían en el jardín una mata de albahaca y cada día salía una de las hermanas a regarla.
Un día salió a regar la mata de albahaca la hija mayor. Y cuando estaba regándola, pasó por allí el hijo del rey y le dijo:
- Señorita que riega la albahaca, ¿cuantas hojas tiene la mata?
Y como no supo responder se fue el hijo del rey para su palacio.
Y al día siguiente pasó otra vez el hijo del rey por la casa y salió la hermana segunda a regar la albahaca, y él le hizo la misma pregunta:
- Señorita que riega la albahaca, ¿cuantas hojas tiene la mata?
Tampoco supo responder y el hijo del rey se fue para su palacio.
El tercer día, cuando volvió el hijo del rey a pasar por la casa, la hermana menor pasó a regar la albahaca, y él le hizo la misma pregunta que a las otras:
- Señorita que riega la albahaca, ¿cuantas hojas tiene la mata?.
Y ella le respondió:
- Señorito aventurero, ¿cuántas estrellas tiene el cielo?
Y como el hijo del rey no supo responder a esta pregunta, se fue a su palacio muy avergonzado.
Y entonces el hijo del rey como estaba muy avergonzado de ver que no había podido responder a la pregunta de la hermana menor, se metió a encajero y salió a vender encajes a todas partes. Y llegó a la casa en donde vivían las tres hermanas y salieron a ver que vendía. Y la hermana menor escogió por fin una puntilla y le dijo al encajero:
- ¿Cuánto quiere usted por esta puntilla?
Y él le dijo:
- Por esta puntilla un beso.
Y ella le dio el beso y se quedó con la puntilla.
Y otro día volvió el hijo del rey como antes a la casa de las tres hermanas. Y salió la hermana mayor a regar la albahaca y él la preguntó otra vez:
- Señorita que riega la albahaca, ¿cuantas hojas tiene la mata?
Y ella no supo que responder y él se fue para su palacio. Y al día siguiente volvió y salió la hermana segunda a regar la albahaca, y el hijo del rey le preguntó como antes:
- Señorita que riega la albahaca, ¿cuantas hojas tiene la mata?
Y ella no supo que responder como la primera vez. Y vino otro día el hijo del rey y salió la hermana menor a reger la albahaca, y le preguntó como antes:
- Señorita que riega la albahaca, ¿cuantas hojas tiene la mata?
Y ella le respondió como la primera vez:
- Señorito aventurero. ¿Cuántas estrellas tiene el cielo?
Y a eso preguntó él:
- Y el beso del encajero ¿estuvo malo o estuvo bueno?
Y como ella no supo responder se metió en la casa avergonzada.
Pero pocos días después se puso malo el hijo del rey y no había médico que lo pudiera curar. Y fue la hermana menor y se vistió de médico. Fue al palacio del rey de médico superior, mucho superior, y le dijo al rey:
- Yo vengo señor rey, a curar a su hijo.
Y la dejaron entrar y consultó con los otros médicos y dijo:
- Pa que sane el príncipe hay que meterle un nabo en el culo.
Conque bueno, que le metieron el nabo en el culo y el hijo se puso bueno.
Y cuando ya estaba bueno, salió el hijo del rey otra vez a paseo y pasó por la casa de las tres hermanas otra vez. Y salió como de costumbre la hermana mayor a regar la albahaca, y él le preguntó de nuevo:
- Señorita que riega la albahaca, ¿cuantas hojas tiene la mata?
Y ella, como antes, no supo reponder.
Y otro día salió la hermana segunda a regar la albahaca, y le hizo el hijo del rey la misma pregunta de siempre:
- Señorita que riega la albahaca, ¿cuantas hojas tiene la mata?
Y tampoco supo responder.
Y al tercer día, cuando pasó el hijo del rey por la casa, salió la hermana menor a regar la albahaca y él le preguntó como lo había hecho antes:
- Señorita que riega la albahaca, ¿cuantas hojas tiene la mata?
Y ella le respondió como antes:
- Señorito aventurero. ¿Cuántas estrellas tiene el cielo?
Y entonces el hijo del rey creyó que iba a salirse con la suya como antes y la preguntó:
- Y el beso del encajero, ¿estuvo malo o estuvo bueno?
Pero se engañó el hijo del rey, porque apenas había preguntado eso de antes, cuando ella le preguntó:
- Y el nabo por el culo, ¿estaba blando o estaba duro?
Y entonces el hijo del rey comprendió que ella había sido la que le había metido el nabo por el culo. Y como estaba muy enamorado de ella y ella también estaba enamorada de él, enseguida se casaron.

Fonte:http://personal.redestb.es/jesusrom/cuentos/cuentos_frame.html (10/01/2011-8.50h)

Amigos
 

Hace tiempo al estar en mi casa, siendo como las 11:00 de la noche, recibí la llamada telefónica de un querido amigo. Me dio mucho gusto su llamada y lo primero que me pregunto fue: ¿ Cómo estas? Y sin saber por que, le conteste: "me siento muy solo". ¿Quieres que platiquemos? ........me dijo él, a lo cual le respondí que si y me dijo: ¿quieres que vaya a tu casa? Y respondí que sí.
Colgó el teléfono y en menos de quince minutos el ya estaba tocando a mi puerta.
Yo empece y hablé por horas y horas, de todo, de mi trabajo, de mi familia, de mi ex-novia, de mis deudas, y el atento siempre me escuchó. Se nos hizo de día, yo estaba totalmente cansado mentalmente, me había hecho mucho bien su compañía y sobre todo que me escuchara y que me apoyara y me hiciera ver mis errores, me sentía muy a gusto y cuando el notó que yo ya me encontraba mejor, me dijo:
- "Bueno pues me retiro; tengo que ir a trabajar". Yo me sorprendí y le dije:
- Pero, porque no me habías dicho que tenias que ir a trabajar; mira la hora que es, no dormiste nada, te quite tu tiempo toda la noche".
Él sonrió y me dijo:
- "No hay problema para eso estamos los amigos".
Yo me sentía cada vez más feliz y orgulloso de tener un amigo así. Lo acompañe a la puerta de mi casa... y cuando él caminaba hacia su automóvil le grite desde lejos:
- "Oye amigo, y despues de todo esto, ¿porque llamaste anoche tan tarde?"
El regreso y me dijo en voz baja.
- "Es que te quería dar una noticia..."
Le pregunte: ¿Que paso? Y me dijo... fui al doctor y me dice que mis días están contados, tengo un tumor cerebral, no se puede operar, y solo me queda esperar... yo me quede mudo...el me sonrío y me dijo: Que tengas un buen día amigo... se dio la vuelta y se fue...
Pasó un buen rato para que asimile la situación y me preguntaba una y otra vez porque cuando él me pregunta ¿cómo estas? me olvide de él y solo hable de mí. Como tuvo la fuerza de sonreírme, de darme ánimos, de decirme todo lo que me dijo, estando el en esa situación...esto es increíble... Desde entonces mi vida ha cambiado, suelo ser mas critico con mis problemas y suelo disfrutar mas de las cosas buenas de la vida. Ahora aprovecho mas el tiempo con la gente que quiero.. por ejemplo él, mi amigo... todavía vive y procuro disfrutar mas el tiempo que convivimos y platicamos, sigo disfrutando de sus chistes, de su locura, de su seriedad, de su sabiduría, de su temple, de mi amigo...
PD: Les deseo que tengan un hermoso día y recuerden... "El que no vive para servir... No sirve para vivir..." La vida es como una escala, si miras hacia arriba siempre será el último de la fila pero si miras hacia abajo veras que hay mucha gente que quisiera estar en tu lugar
Nota:Una historia que nos enseña cómo en el servicio el amor se hace concreto
Fonte:http://www.aciprensa.com/Historias/historia.php?id=102 (18/01/2011-09.38)



EL LAZARILLO DE TORMES
Tratado primero:
Lázaro nació junto al río Tormes, por eso su apodo. Su padre murió cuando tenía ocho años en una expedición contra los moros, donde fuera enviado como castigo por robar trigo en el molino en que trabajaba. El niño y su madre se mudaron a Salamanca, donde apenas sobrevivían con lo que su madre ganaba cocinando y lavando ropa para estudiantes y mozos de caballos. Su madre tuvo otro hijo mulato, fruto de su relación con un mozo negro. También el negro fue condenado por ladrón y volvieron a quedarse solos.
Un ciego lo tomó como guía cuando llegó a la adolescencia, cosa que su madre aceptó por creer que su hijo estaría mejor cuidado. Pero el ciego era un avaro y mataba de hambre al joven, hasta que éste lo abandonó.
Tratado segundo:
Lázaro llegó a Maqueda, donde trabajó para un clérigo que guardaba la comida en un arca bajo llave. El joven se hizo con una copia de la llave para robar algo durante las noches, fingiendo que había ratones.
Cierta noche, los ronquidos de lázaro despertaron al clérigo que pensó que escuchaba el silbido de una serpiente, pero era el muchacho que escondía la llave en su boca.
El clérigo se acercó en la oscuridad y golpeó al chico con un garrote que lo dejó en cama por tres días, luego de los cuales lo echó de su casa.
Tratado tercero:
Viaja a Toledo y vive de limosnas por unos días. Entra al servicio de un escudero tan pobre que debía seguir mendigando para compartir con su amo. Luego que el alcalde prohibiera la mendicidad, las vecinas ayudaron al chico y su amo a sobrevivir. Pero el escudero desapareció cuando llegaron los dueños de la casa por el alquiler. Y lázaro volvió a quedar solo.
Tratado cuarto:
El cuarto amo de lázaro era un fraile que pasaba más tiempo en la calle que en el convento. Por esto lo abandonó el muchacho y por razones que no quiso contar.
Tratado quinto:
El quinto amo de lázaro era un clérigo que vendía bulas (buldero). El joven se quedó unos meses con él y prosiguió su camino.
Tratado sexto:
En este tratado, lázaro tiene dos amos, un maestro de pintar panderos para el que muele los colores y con quien pasa mil peripecias. Y un capellán con el que logró ahorrar dinero para comprarse ropa nueva.
Tratado séptimo:
Es el último y se desarrolla en el momento actual de la vida de Lázaro. Trabajó para un alguacil, pero le resultó un trabajo peligroso y lo abandonó.
Luego consiguió un puesto como pregonero en Toledo y lo hacía con mucha habilidad.
Finalmente, lázaro se casa con una criada del Arcipreste de San Salvador de Toledo y vive en una casa junto a la del Arcipreste. En la ciudad se hablaba de la relación entre la criada y el Arcipreste, pero a lázaro le parecía vivir muy bien y se mantenía ajeno a las murmuraciones, amenazando de muerte a quien injuriara a su mujer.

Fonte:http://www.cuentos-infantiles.org/el-lazarillo-de-tormes-version-adaptada-para-/ninos/(18/01/2011-18.54h)